Thursday, April 24, 2008

Com açúcar, com afeto

Se há algo que me deixa muito satisfeito é quando vejo as coisas bonitas desse mundo. Fico muito feliz quando eu vejo criancinhas espoletas fazendo as mais bobas das travessuras, com um casal de velhinhos jogando farelos para pombos na praça do bairro. Fico feliz quando encontro alguém fazendo algo de bom sem querer nada em troca. Mas o que me deixa muito, mas muito feliz mesmo é saber que existem pessoas que cativam você e mostram certas coisas que estão em falta por aí. E não falo de sentimentos eros. Falo da delícia que é poder desfrutar de uma amizade. Do carinho, do colo, da voz, de sentir saudades e de querer sempre a pessoa por perto, para te ouvir, para falar e ser ouvido. Enfim, um amigo, na plenitude que essa palavra significa.

E graças a Deus tenho poucos, porém bons amigos. Dedico-me hoje a falar das características de um, em especial, que tem estado presente em minha vida com bastante frequência. Esse meu amigo é o cúmulo da delicadeza. É aquele que é leve, chic, estilosão, inteligente, não fala seje, menas, mim, a nível de, enquanto, nem o terrível gerundismo. É lindo, tanto por fora quanto por dentro. É um amigo que você pode contar pra conversar, pra te dar ombro, e isso eu vi e senti na pele esse fim de semana. E ao mesmo tempo que é sensível, delicado, e que precisa de um dengo e um carinho de um amigo, ainda que seja pra falar besteiras, até mesmo das mais escatológicas, é forte, uma rocha, um exemplo pra mim por tudo que já passou em sua vida.

Falar dele é fácil, pois não tem jeito de não gostar, com tanta coisa linda que existe nele. Mas eu nunca cheguei a falar de forma clara o que eu sinto por ele, como amigo e quero aproveitar pra expressar aqui. É meu amigo, e nutro por ele um sentimento tão forte, que mistura cuidado, carinho, sentimento de paternidade até. Cuido como se fosse um filhote meu. Sinto por esse meu amigo um desejo de que os maiores e melhores de seus sonhos se superem muito mais do que suas próprias expectativas e que ele seja tão feliz, mas tão feliz, que sua felicidade alcance pessoas em sua volta, como sua singeleza me atingiu. Sinto também ao ver meu amigo, que ainda há coisas nesse mundo que são feitas da forma que tinham que ser: boas. E sinto-me acima de tudo, honradíssimo, por poder dizer que tenho um amigo assim. Lindo, inteligente, simpático, companheiro. AMIGO.

Com açúcar e com afeto, dedico esse post a MEU AMIGO:

Wagner Piassaroli Mantovaneli



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Friday, April 18, 2008

Leve leve

Acordei hoje com a sensação de uma semana que não deveria ter começado. Até que profissionalmente não foi de todo ruim, mas na esfera pessoal foi meio complicadinho. A começar por sentir uma pressão forte por conta de negócios feitos em família, passando por uma bateria de bateção de boca que foi me irritando e me deixando mais pilhado. Mas nada me irritou e nada me irrita mais do que ver algo que é injusto acontecer, principalmente no tocante à saúde física das pessoas.

Como pode, alguém que você encontra, conversa está perfeito de saúde, de repente, por conta de uma distração, um descuido, o fio de vida, de força, some. To escrevendo pra desabafar, mesmo. Um amigo muito especial que cresceu comigo foi atropelado há dois dias e eu acabo de receber a notícia de que os médicos anunciaram sua morte cerebral. Como pode? Por que de sermos tão frágeis, e por que algumas pessoas têm que morrer? Que morram os maus, que morram os de coração ruim e duro. Mas não alguém que sempre foi a personificação da alegria, do cuidado, da doçura. Não um amigo que sempre deixava você pra cima e nunca, jamais o excluiu por ser ou pensar diferente. Não é algo que me deixa satisfeito, essa coisa da finitude, pior ainda as precoces, as brutais e as que me atingem.

"Vida louca, vida, vida breve. Já que eu não posso te levar, quero que você me leve, LEVE"!

Post dedicado ao meu irmão de fé Vamberg Alves!

Fim de semana vai ser bem triste.

Friday, April 11, 2008

Ney é vinho!

Texto publicado originalmente no blog www.coralidades.blogspot.com, e como foi postada por ela minha alma gêmea, e eu, o seu carteiro, tomei-me na liberdade de postar seu texto aqui, até porque é exatamente o que eu penso. Antes, digo só uma coisa: Gosto da Rita Lee fora dos Mutantes, do Sting fora do Police, do Zeca fora do Fundo de quintal, do Jorge fora do Farofa, do Flávio fora do avião (que se mostra até um teco teco sem ele), Do Serjão fora do Monobloco (que permanece um busão com Pedro Luís), do Lobão fora da Blitz (amém)...anfan!

Cora-meu-amor

Diego Moretto, obg por esse presente. Obg M-E-S-M-O

RAFA


"Hoje chegou pelo correio meu "Inclassificáveis", o mais recente trabalho do Ney Matogrosso.
Isso acarretou na minha vida um "dia de Ney".
Depois de ouví-lo pela décima sétima vez, fui nos meus cds e encontrei umas coisas do Secos e molhados, "Vagabundo" e o "Olhos de Farol".

Ainda estou ouvindo o Ney cantar e isso até rendeu uma poesia.
Antes de descrever o indescritível "Inclassificáveis", eu queria falar de saudosismo.
Boa parte dos meus amigos mais inteligentes e próximos "sofrem" do saudosismo musical, e é onde, para mim, a inteligência fica comprometida.
Falar de Ney com eles já virou uma saga na minha vida, venho ouvindo os mesmos comentários desde "Vagabundo".
"Ney era bom no Secos!"
Aí depois conheci "Olhos de farol" e lá vem a mesma frase.
Tudo bem que "Secos e Molhados" foi ícone de geração, referência pra muito artista atual, e sem dúvidas um grande grupo musical, mas a frase "Ney era bom no Secos!" me tira (um pouco) do sério.
Hoje desisti de comentar (verbalmente) com eles a minha sensação diante de "Inclassificáveis", mas eu nunca desisto de me fazer entender, então eu vou desenhar aqui, do que se trata o último cd do que pra mim, é um dos maiores artistas brasileiros.
"O tempo não pára" é crescente como a letra, imagino que o Cazuza queria ter cantado essa música do jeito que o Ney canta nesse cd.
"Mal necessário" é um bem necessário, a voz do Ney entra grave pra cantar que é "um homem, um bicho, uma mulher..." a guitarra é perfeita e o piano é absurdo, quando a bateria entra você entra numa onda empolgante e o Ney vem junto.
"Leve" tem uma introdução sambinha e a percursão que entra no refrão deixam a gente leve mesmo.
"Fraterno" com o barulho do mar associado ao piano na introdução, e o groove associado ao carrón durante a música só não são mais paradoxos que a própria letra, é quando tudo casa.
"Ouça-me" (e precisa pedir Ney?) "... entre a Terra e a Lua, minh'alma tua..."
Eu não vou descrever todas as faixas, mas tem um detalhe pontual neste cd.
"Veja bem, meu bem" na sua melhor versão, bolero rock, serve?
"Coisas da vida" tem uma batida malemolente que se você se distrair, vai dançar! (isso é literal)
"Ode aos ratos" bom, se o Chico soubesse cantar... enfim...
Que saudosismo o que? O Ney é vinho, e dos bons!"

Friday, March 28, 2008

As time goes by

I love time. I love music. I love to be with you. In you. I don't think time is my enemy. Otherwise, you wouldn't be here. I love laght, talk, kiss, touch, feel, breathe, touch again, hanging, pushing, dreaming, imagining, having...and other things concernet to you. And as time goes by, things gets clear, and you...hã...you! No words in English language. No words at all to tell. Just feeling.

Tuesday, March 25, 2008

Ode a 1279049es

1279049es é lindo. Não pensem que estou entrando numa vibe numerológica ou numa crise meio Hurley de "Lost", com seus místicos números. Há muito mais coisas além de simples números com duas letras, nessa seqüência. É curioso, pois em corpo presente foram poucos e rápidos os encontros. Em compensação, as conversas periódicas e frequentes são deliciosas como um pernil de porco.

Mas você deve se perguntar qual seria a razão de rasgar a seda assim para 1279049es. Por ser uma pessoa que me agrada, em seu jeito, em sua forma mignon, em seus textos quase que saborizados, em nossas conversas e no enorme carinho, quase inexplicável pela beleza e intensidade. Também por ser uma das poucas pessoas que eu consigo ter gostos tão próximos. Enfim, sé há possibilidade de definir 1279049es em uma palavra essa seria "delícia".

Mas o que é fato é que, quando eu gosto, não consigo esconder. E não consigo esconder a ternura, o apreço, a preocupação e a vontade, a torcida de ver quem eu considero bem, feliz, pleno. E escrevo aqui pra dizer o seguinte, pra você eu faço "com açúcar, com afeto." E também porque:
"É de manhã, vem o sol mas os pingos da chuva que ontem
caiu
Ainda estão a brilhar, ainda estão a dançar
Ao vento alegre que nos traz esta canção

Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí sem pensar no que foi que sonhei,
que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã já me fez esquecer
Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol

Vamos sair por aí sem pensar no que foi que sonhei,
que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã já me fez esquecer
Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol".

Então, é isso...vale sim. 1279049es vale.

Sunday, March 23, 2008

Depois do baque, a serenidade.

É tão gostoso e gratificate depois de um tempo de fortes tormentas interas pra se descobrir há um por vir. E como é bom saber disso, pois há tempo para se acomodar coisas dentro de nós, e coisas a se tirar, e outras coisas que não se pode tirar em hipótese alguma.

Pensei que, como passei por algo arrebatador e rápido, as coisas também iriam embora da mesma forma. Mas me enganei e me alegro com isso, já que quando olho pra mim e gosto do que eu vejo lá dentro, presente num lugar bem especial, ainda que as circunstâncias digam o contrário, as pessoas ao seu redor digam o contrário, mas você, só você de repente, mais uma pessoa saiba junto contigo, o quanto que isso é verdadeiro, puro, honesto e bom.

Percebo que meu estranho jeito de sentir coisas é nada mais que normal, pois eu honro a quem tem honra, idepentente de qualquer coisa: situação, tempos, escolhas. Sendo honrada, a pessoa sabe muito bem que tem total jurisprudência e a tem por conta do respeito, do cuidado e da honra. E por conta disso, aquilo que num dado momento inicial, foi motivo de dor, transofrmou-se em serenidade, tranquilidade e certeza e, por conta da certeza, paz, pois o que é meu é meu e no devido tempo, aquilo que está guardado virá até minha vida, mas no tempo determinado.

Ahhhh, o tempo. Esse jovem senhor. Ele cada vez mais me prega peças e me mostra que muito melhor é ser seu amigo do que ficar com sofrimentos estúpidos por conta de coisas que ele mesmo já preparou e que conspiram para o melhor. É só ter calma, paciência e tranquilidade.
O tempo, é ele quem tem que ser sempre, o Senhor da razão!

Wednesday, March 19, 2008

Bendita Japa

Não é por nada não, mas essa mulher se superou. No período de um ano pra trás eu escutei muita coisa. Gostei do samba de Maria Rita; das experimentações rebuscadas de Marisa Monte; até do pop sempre pop de Lulu Santos, mesmo com o rei que insiste em não sair de seu ventre. Escutei muitas coisas, desde que minhas críticas começaram a ser ouvidas, tive que correr pra ver as novidades, e quase fiquei sem fôlego, e uma das coisas que ficaram no caminho, foi o cd dessa mineirinha com carinha singela, fala ácida e roupas estilosas. Fernanda Takai, é o nome, "Onde Brilhem os Olhos Seus", é o nome do rebento, que tem pai e mãe.

Idealizado pelo compositor/escritor/jornalista/agitador cultural Nelson Motta, "Onde...", vem de um desejo antigo dele de fazer algo que trouxesse para os dias atuais a obra de uma das grandes mulheres da MPB, Nara Leão. Quando começou a separar o repertório, não pensou em outra voz a não ser da de Fernanda Takai. Apesar de ter sido mal visto por pessoas próximas, por não acreditarem que uma cantora de uma banda de rock com capacidade de cantar bossa nova. Aí é que entra a genialidade simplória de John, marido da cantora, parceiro no Pato Fu e produtor desse ábum. Na verdade foi preservado o repertório, mas as músicas foram praticamente que refeitas, encaixando, melodias e timbres à voz de Fernanda.

Além disso "Onde..." ganha no simples. Arranjos simples e sentimentais, fazem um cd de leveza e delicadeza que há muito não via. Ganha Fernanda, John, mais uma vez Nelson, o público e, acima de tudo, a Música Brasileira"

Tuesday, March 18, 2008

Underneath me

Don’t U came to whisper in my ears that I CAN NOT. I’ve been there already; on the house of doubts; and as I get in, I get off…alone. I’ve learned how to accept the light (Now I try to live by the light). I’ve learned how to don’t let U bring me down. I’ve learned who I am. I know how I am; and I accept that too. I love myself. I trust in God. I believe in me.

Monday, March 17, 2008

Reformas

Ufa, o que faríamos sem o domingo? O domingo, como diria Clarisse Lispector, é um mini-ano novo semanal, feito pra olhar para a semana que passou e fazer planos para o próximo período hepta. E isso é extremamente proveitoso. Arruma-se o armário, conserta-se o carro, paga-se contas, troca-se o layout do blog. faz-se tudo aquilo que é necessário; às vezes até tomar posturas na vida.

O título "Reformas" é realmente interessante, pois o que está em reforma, se analizarmos, é aquilo que já existe e está sendo deteriorado com o tempo, necessitando de reparos importantes com o objetivo de se tornar o mais próximo possível daquilo que o original houvera proposto. Partindo do prisma etmológico, "REFORMA", vem da ideia de fazer novamente a forma. "Re" dá a idéia de regresso, retorno; logo, "REFORMA", passa a idéia de "Volta ao formato", certo?

Aí é que tá, porque as pessoas vivem e não se analisam? Eu tenho feito isso há alguns dias e tem sido realmente interessante. É veramente cruel que muitas vezes encontramos coisas feias e mal cheirosas em nossas gavetas escuras. Às vezes tão ruim que fica parecendo como um sepulcro caiado e em toda a sua imponênca externa, mas podre, fétido e morto naquilo que há dentro. Mas o que é bom, é o fato de que há possibilidade de se abrir a sepultura e fazer com que aquilo seja levado embora. Pois então, as pessoas vivem, tropeçam, se ralam, até racham a cabeça dura, mas continuam andando como se tudo fosse festa, e vão deteriorando aquilo que era tão bom no modelo original, e muitas vezes, o que é mais triste, nem percebem isso.

Mas é realmente bom que, como disse Lispector, esse Ano-Novo semanal é para refletirmos mesmo e tomarmos a forma que seja aquela, a prima. E isso pode ser hoje.

E nesse clima festivo de virada termino com Nelson Motta: "Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou. Nesses novos dias, as alegrias, serão de todos, é só querer. Todos nossos sonhos serão verdades, o futuro já começou. Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa é de quem quiser, quem vier..."

Sunday, March 16, 2008

M(eu) caos, M(eu) remédio

Refletir, pensar, sentar em um canto e deglutir pensamentos. Planejar coisas diversas, chamar um caminhão de gente pra sair, e no final das contas a melhor companhia ser você mesmo. Não que você seja só, mas nesse dado momento a melhor pessoa para estar ao seu lado é você mesmo.

Ser autista (com o perdão das pessoas com capacidades especiais que são denominados assim), às vezes é muito bom. Olhar pro seu umbigo diversas vezes, em momentos específicos é muito bom. Quando pessoas descartam sua amizade, ou quando você não se não se valoriza diante de pessoas que são até pessoas bacanas, legais e agradáveis; pessoas que te entontecem; pessoas que até se inebriam por você, as não sabe se você é bom suficiente. Em momentos assim, correr para a toca é muito, muito bom!

Por diversas vezes, chegar em uma conclusão séria e tão interiorizada de que você é a pessoa que faz mais mal a ti, quando não te importas com as coisas que podem te levar à pique social, emocional, quando as pessoas ao seu redor fazem coisas que te no fundo, lá no fundinho, te magoam e não faz nada para mudar o rumo e ao mesmo tempo, você também consegue ser seu estanque, sua paz, e sua certeza de que, enquanto houver você em sua essência, energia e EGO, você ainda permanece a salvo de intervenções de terceiros, pode ter certeza. As coisas passam, assim como as pessoas. Fica contigo aquilo e aqueles que estão guardados para você...os que vão valer verdadeiramente!

Sunday, March 02, 2008

Cronos vs. Kairós

Juro por tudo que há de mais sagrado que não falarei sobre o divino. Falarei sobre o tempo, ou os diferentes tipos de tempo. Já explico. É por conta de uma relação que existe entre dois tempos que me intrigam e talvez esse meu corpo humano não me permite entender mesmo, justamente pela forma que atualmente me encontro.

Há quem diga que há dois tipos de tempos diferentes. O tempo cronológico, que vivemos, com princípio, meio e fim. O tempo que é medido por anos, por tempos, primaveras e por duas coisas básicas e que todo ser humano nesse mundo tem que passar: nascimento e morte. E filosoficamente, é um tempo aprisionador, pois o ser sofre com o que passou, com o que será e com o porvir. Aí que entra o outro tempo, que se diz existir: o Kairós.

Esse tempo é um tempo que não é medido por anos, meses, dias, horas, minutos e segundos. É atemporal. Um dia em Kairós pode ser como mil anos e mil anos como um dia. Não é um tempo sem fim, mas seria justamente o fim do tempo. Onde não se sente o tic-tac, menos ainda o cuco. Monotonia não faz parte do vocabulário.

E como se chegar lá? Humm, esse é o grande desafio e mistério da vida. Tem que se permitir visualizar que num dado momento algo veio de kairós, e entrou no tempo cronos de forma discreta e fundamentalmente exata e concreta, com o objetivo de tirar o homem do tempo cronos e no findar, levá-lo a kairós.

O que seria isso? Por qual motivação real esse objetivo teria? Isse é que o mistério que queria que você descobrisse. E a palavra mistério não é exagero. Não é insondável, mas é um mistério. Se descoberto, há uma opção a se fazer.

Thursday, February 28, 2008

Crônica do amor

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."

Thursday, February 07, 2008

O tempo realmente não pára

O tempo, como diria Cazuza, não para. E é uma pena que vejo pessoas com potenciais imaravilhosos, acharem que o tempo não passa. Ontem eu conversava sobre isso com meu bem querer. Me preocupa ver que o tepo passa e as pessoas não percbem. E juntamente com o tempo, as oportunidades também passam e passam voando. E quando se vê, não há mais jeito, é se conformar com uma colheita ruim!

Thursday, January 31, 2008

Lá vem...

Tá vindo, chegando gostoso e mesmo que de forma delicada, sem pedir permissão pra entrar.
Vem e te faz sentir pleno, completo.
Também, com alguém assim, desse jeito assim, de um carinho assim!
Não há como, não dizer...que eu to gostanto de você.
Que eu penso em você, sonho e acordo com você salpicando minha mente de bons sentimentos.
Enfim, que bom que é você. Que bom é ter você. É ondE que eu sinto dentro de mim.

Wednesday, January 30, 2008

Até a morte morre de medo!

É curioso um homem falar a respeito de um assunto que, em tese, faz parte exclusivamente do universo feminino. De certo que fico feliz de ter nascido homem, e garanto que não é um comentário machista e sim covarde! Não aguentaria a rotina do ciclo menstrual, do parto (sinto calafrios de dor só de imaginar) e da tão devastadora TPM. Há quem diga que uma mulher é capaz até de matar quando se encontra nesses dias.

Mas é de se dar medo, e eu gostaria de compreender as mulheres nesses tempos e que os homens fossem compreendidos também. De certo há cientificamente atestado que ocorrem determinadas reações químicas no organismo feminino que geram essas abruptas reações de humor.

Sei que estou escrevendo isso, pois hoje, o ser humano mais calmo do mundo, minha mãe-uma senhorinha de 59 anos de idade e que ainda tem seu fluxo menstrual perfeito- ter uma crise nervosa diante de mim por conta da tosse sem fim que eu me encontro, fruto de uma gripe que me enferma. Caramba, se até ela, o poço da longanimidade está suscetível à essas intempéries, de certo, vejo que a mulher não é frágil e sim complexa e cheia de nuances das mais interessantíssimas. Mas que a TPM poderia não existir, isso é fato!

Monday, January 28, 2008

Medo do medo que dá. Dá que dá no medo

Essa foi a semana em que mais falei sobre medo nos últimos tempos. E curiosamente foi a semana que eu mais me senti seguro em muito tempo. Curioso mesmo, pois muitas vezes nos enchemos de muitas coisas que fazem parecer que temos uma carapaça forte e inquebrável. Mas o sentir seguro tem um sentido etimológico muito maior.

Mas algo que eu andei falando por aí é que muitas vezes pessoas determinam o caráter e a essência de uma pessoa por conta de seus medos e de coisas que passam pela sua cabeça. Acredito que somento os mortos não sentem medo. Pois até os que sofrem patologias das masi graves e que fazem coisas das mais esdrúxulas, sentem medo. E isso não determina aquilo que faz a pessoa por dentro. Fico imaginando como deve ser triste se houvesse a possibilidade de termos um olhar além desse tempo cronológico que nos prende e víssemos ao mesmo tempo o passado, o presente e o futuro da vida inteira de pessoas que deixamos de nos relacionar simplesmente por conta de pré-conceitos, quando pensamos que a pessoa é complicada pois tem medo. Se víssemos a história de vida de cada um, talvez sentiríamos vergonha de nosso egoísmo; e também raiva por vermos que pessoas foram desperdiçadas em nossas vidas, que serviriam de grande ajuda para nossa formação de caráter.

Até que acredito que seja bom sentir medo. Pois o medo nos faz pensar e refletir em coisas que nos fazem crescer, sejam coisas ruins ou boas. Mas sentir medo é bom sim. Desde que sintamos e ele seja um aliado no caminhar de vida, para nos encorajar a ir adiante em desafios, pois quando eles passam por nós, vemos que o medo serviu apenas para que os passos fossem bem calculados, já que depois vemos que o bicho nem era tão cabeludo assim.

Foi a semana da coragem. De chuva, becos, e conversas boas!

Bonzinho. Fofinho. De longe.

O blockbuster da vez em Hollywood, se sombra de dúvidas é "O Caçador de Pipas". Dirigido por Marc Forster, belícimamente adaptado por David Banioff (A Última Noite) a partir do livro de Khaled Hosseini e que conta a história de Amir (Abdalla), um afegão refugiado nos Estados Unidos que, às vésperas de lançar seu romance de estréia, recebe uma ligação de um amigo da família que agora se encontra no Paquistão. O telefonema leva a um longo flashback que nos remete à infância de Amir e à sua amizade com Hassan (Mahmidzada), filho do empregado da casa. Pertencente à etnia Hazara, Hassan é visto com preconceito pelas crianças locais, que também antagonizam Amir por não aprovarem as atitudes de seu pai, Baba (Ershadi), que insiste em proteger seus empregados – algo que leva a um incidente particularmente violento que culmina no rompimento da amizade entre as duas crianças. Para piorar, com a invasão do exército russo, Baba, notório anti-comunista, é obrigado a deixar o país ao lado do filho, que, anos depois, descobre que o destino de seu velho amigo Hassan não foi dos mais felizes.

Tenham certeza, falarei do filme e não será por alto. O que me impressiona é a capacidade de todo mundo acreditar que essa história é simplesmente uma história de amizade profunda. Se me chamarem de maluco por acreditar em teorias malucas, eu posso até acreditar, mas em "O Caçador de Pipas" ´ fica escancarada a necessidade de se levantar uma bandeira apologista em prol dos norte-americanos e de seus atos em guerra. Quase que uma forma de justificativa por tudo aquilo é feito em guerra pelas forças yankies. Por isso saí do cinema com raiva do filme, por mais que eu tenha achado o filme esplêndido. Se você tem o mínimo de senso de política e das coisas que acontecem no mundo, creio eu que o mesmo sentimento aparecerá ao sair da sala de cinema.

Enfim, falando do filme, propriamente dito, "O Caçador de Pipas" fala sobre guerra (óbvio até agora né?).

Embora aborde a instabilidade política no Afeganistão ao longo das décadas nas quais a trama se passa, O Caçador de Pipas observa a guerra com os russos e a conseqüente dominação do cruel regime taliban como algo periférico, que se torna pertinente apenas no que diz respeito às suas conseqüências nas vidas dos personagens. Com isso, é a dinâmica entre estes que compõe a alma da narrativa – especialmente a amizade entre os jovens Amir (Ebrahimi) e Hassan. Aliás, o relacionamento dos garotos é especialmente complexo, já que Hassan não é apenas um amigo, mas também um empregado de Amir – e sua fidelidade ao outro é marcada pela submissão. Em determinado momento, por exemplo, ele afirma que “comeria terra” se Amir assim ordenasse e, quando este pergunta se isto é verdade, Hassan confirma, mas indaga, angustiado: “Você me pediria isso?”, levando seu amigo-patrão a negar, indignado. Esta breve troca de diálogos, diga-se de passagem, resume perfeitamente a complexa natureza daquela relação e planta, no espectador, a certeza de que algo que exige tanto equilíbrio não poderá durar por muito tempo quando os envolvidos são crianças e, portanto, imaturas demais para compreender sentimentos tão conflitantes.

Da mesma maneira, o filme encontra, no campeonato de pipas que ocorre em determinado instante, uma metáfora maravilhosa (e tocante) para a forma com que os dois garotos enxergam o mundo: enquanto Amir é um mestre no controle da pipa, cortando a linha de seus oponentes com destreza, Hassan é o “caçador” do título, mostrando-se extremamente hábil na tarefa de encontrar as pipas derrubadas pelo amigo. Em outras palavras: enquanto Amir se delicia com a liberdade do brinquedo e a segurança de poder “voar” quando necessário (como realmente fará no futuro), Hassan é obrigado a manter os pés no chão e a lidar sem concessões com a realidade. Aliás, não é à toa que ele demonstra uma visão tão pragmática quando ouve uma história criada por Amir sobre um homem cujas lágrimas podem ser transformadas em pérolas e que, para provocar o próprio choro, mata a esposa. “Por que ele não descascou uma cebola?”, questiona o pequeno menino Hazara, sem hesitar, deixando o sonhador Amir sem palavras.

São momentos como estes que ilustram a sensibilidade de Hosseini (e de Benioff) ao compor seus personagens – algo também confirmado pela natureza absurdamente complexa da raiva que Amir gradualmente passa a sentir de Hassan depois de testemunhar a violência sofrida por este nas mãos dos garotos locais. O que Amir não percebe é que sua antipatia é fruto da própria inação, já que a presença do amigo o faz lembrar da própria fraqueza ao não defendê-lo – e, ao tentar afastar o outro, ele procura esconder o espelho que reflete sua covardia. É fundamental dizer, a propósito, que as performances dos garotos Zekeria Ebrahimi e Ahmad Khan Mahmidzada são profundamente sensíveis e tocantes, o que se torna especialmente surpreendente se considerarmos que os dois jamais haviam atuado antes (e Mahmidzada, em especial, comove com sua submissão e com a alegria infantil que exibe ao ser presenteado com uma pipa, quando um largo sorriso enfeita seu rosto tão precocemente sério).

Enquanto isso, Homayoun Ershadi (O Gosto de Cereja) transforma Baba numa figura igualmente complexa: por um lado, seu carinho por Amir é óbvio; por outro, sua frieza ao exigir mais rigidez do garoto assusta por suas implicações. Ao mesmo tempo, é fácil compreender por que ele julga tão importante incentivar o filho a assumir uma postura mais ativa, já que ele próprio é um homem idealista que não hesita em arriscar a vida para defender um desconhecido. Baba é um pai imperfeito, é verdade (mas quem não é?), mas é também um homem que sabe reconhecer a importância de permitir que Amir siga seu próprio caminho, mesmo que não o aprove – e Ershadi retrata todas estas nuances de maneira sempre tocante, lembrando a igualmente magnífica performance de Irfan Khan no sublime Nome de Família. A diferença é que, aqui, uma revelação feita no final do segundo ato acaba jogando uma sombra particularmente pesada sobre a memória de Baba (o que não deixa de torná-lo ainda mais ambíguo).

Continuando a exibir uma versatilidade admirável na maneira com que conduz seus projetos (A Última Ceia, Em Busca da Terra do Nunca, A Passagem e Mais Estranho que a Ficção), o cineasta Marc Forster já acerta ao escolher paisagens particularmente desoladas da China como locações substitutas para o Afeganistão, já que a aridez vista na tela reflete perfeitamente o tumulto emocional de seus personagens – e a pequena árvore no meio das pedras é um símbolo perfeito do microcosmos de segurança promovido por Baba (e que também se desfará eventualmente). Além disso, Forster cria elipses inspiradas em diversos momentos, destacando-se aquela que transforma um caminhão na fronteira com o Paquistão em um trem elevado na Califórnia e, é claro, aquela que contrapõe uma festa de casamento ao instante em que os noivos a revêem num álbum de fotos. E mais: o diretor se mostra capaz de evocar a alegria do campeonato de pipas (quando, numa pan de tirar o fôlego, revela dezenas de crianças nos telhados de Cabul) e a brutalidade do regime taliban com a mesma eficiência, transformando O Caçador de Pipas numa admirável montanha-russa emocional.

Mas, embora acompanhemos os horrores aos quais aquele sofrido país se viu submetido ao longo dos anos (e a situação impossível do diretor do orfanato é um exemplo doloroso), o filme narra, no final das contas, a trajetória de uma testemunha daquela História: um homem que, por fim, aprende que defender o que julga certo não exige tanta coragem como supunha, mas apenas a força de seus princípios.





Monday, January 07, 2008

tempo perdido?

Existe, gente certa pra hora errada?
Quando há hora que não esperamos e vem, temos que dispensar ou sair do roteiro?
Deixo então a pergunta aí.

Saturday, December 22, 2007

O samba voltou, com (quase) nada novo no samba.

Depois de muito sofrimento com grupinhos de pagode de rapazes bonitinhos e suas letras tão dor-de-cotovelo quanto de Bruno e Marrone, o samba, que há muito vinha sendo mal tratado, voltou. Hoje há um movimento de samba, estruturado principalmente entre a turma de calça xadrez e converse, frequentadora assídua da Lapa e outros redutos alternativos do país.

E na lapa começou a surgir gente como Teresa Cristina, Leandro Sapucaí Roberta Sá, Orquestra Imperial (esta, capitaneada pela atriz-cantora Thalma de Freitas e pelo barbudo (ex?)-Hermano, Rodrigo Amarante). E verdade seja dita, não há nada de muito diferente no samba. Não que seja ruim, só não há muita criatividade frente às grandes inovações feitas no passado.

Há outros cantores se aventurando nesse barco, como Marisa Monte, destacando-se em suas experimentações eletrônicas, assim como Fernanda Porto e MArcelo D2, antes visto apenas como um cantor apologista, e hoje respeitado entre nomes da velha guarda. Maria Rita, numa impecável, mas não inovadora produção, que destaca músicas de Arlindo Cruz, um dos afilhados mais notórios de Beth Carvalho, depois de Zeca Pagodinho.

Aquele que é considerado o primeiro samba gravado, "Pelo Telefone" de autoria de Donga e Mauro Almeida, é na verdade um maxixe um pouco mais corrido, registrado em 1903. Nos anos 30, Ismael Silva na região de Estácio de Sá, funda a primeira Escola de Samba, trazendo inovações como o surdo e a cuíca, pra que se adequasse melhor ao desfile de carnaval. E Nessa mesma época, surge um personagem importantíssimo para a popularização do Samba, Noel Rosa. Foi ele quem uniu o samba do morro com o do asfalto.

Nos anos seguintes o samba se desenvolveu do samba canção às baterias de escola de samba. Um dos novos estilos foi a bossa nova, criado por membros da classe média, dentre eles João Gilberto e Antonio Carlos Jobim.

Nos anos sessenta os músicos da bossa nova iniciaram um movimento de resgate dos grandes mestres do samba. Muitos artistas foram descobertos pelo grande público neste momento. Nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti e Clementina de Jesus gravaram os seus primeiros discos.

Nos anos setenta o samba era muito tocado nas rádios. Compositores e cantores como Martinho da Vila, Bezerra da Silva, Clara Nunes e Beth Carvalho dominavam as paradas de sucesso. Surge também uma nova vertente, o samba-rock e seus criadores, Jorge Ben e Sérgio Mendes, com uma guitarra mais acelerada e puxando para um "lado mais crioulo", como diria o hoje Ben-Jor.

No início da década de 1980, depois de um período de esquecimento onde as rádios eram dominadas pela música de discoteca e pelo rock brasileiro, o samba reapareceu no cenário brasileiro com um novo movimento chamado de pagode. Nascido nos subúrbios cariocas, o pagode era um samba renovado, que utilizava novos instrumentos, como o banjo e o tantã, e uma linguagem mais popular. Os nomes mais famosos foram Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Grupo Fundo de Quintal, Jorge Aragão e Jovelina Pérola Negra. E aí ficou.

Na década de 90, samba e o pagode foram deixados de lado pelas letras românticas, fazendo com que o mais fino do subúrbio se tornasse brega, cafona, feio e sem brilho.

E finalmente no século XXI ele retorna, forte e igual. Talvez ainda falte ousadia para se modificar e fazer algo a mais. Mas de certo, está sendo honrado. Os "calças xadrez" têm mostrado que são muito além do que diziam. Bom gosto, de fato, já provaram que têm!

Thursday, October 11, 2007

pelo fim da banalização do "eu te amo"

Só acho que não se deveria falar "Eu te amo" a torto e a direito assim. Isso é muito sério. Amor é quando você fica anos sem ver alguém e quase cai desmaiado por vê-la. Foi isso que acontece essa semana comigo e eu sei o que eu to dizendo. Minha linda amiga reapareceu quando eu menos esperava e/ou imaginava e isso me encheu de alegria.

Mas atualmente as pessoas conhecem a outras e dias seguintes dizem que amam. E não é assim. Alô, povo, qual é? Que tal uma dose de tenência pra tomar?